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terça-feira, 29 de novembro de 2011

SUBSIDIOS PARA A HISTÒRIA DE ARGIVAI

FONTE: http://terrasdeportugal.wikidot.com/historia-da-povoa-de-varzim 

História da Póvoa de Varzim

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História da Póvoa de Varzim
Póvoa de Varzim

 

 

A Póvoa de Varzim é uma cidade portuguesa que aparece pela primeira vez relatada como vila portuguesa em 953, recebeu foral de D. Dinis em 1308 e, mais tarde, um novo foral com D. Manuel I em 1514.

No entanto, o seu povoamento é ancestral, a cidade centrou-se no território actual durante a era romana, mas irrompeu como deslocalização da cividade de Terroso (século X a.C.- século I d.C) para a beira-mar que por sua vez foi também erigida pelos povos que habitavam à beira-mar, chamados de Gussules. Este avanço e recuo dos habitantes no território foi bastante comum até ao final da Idade Média, devido a várias contendas históricas que sugiram de perigos vindos pelo mar, grande via de transporte antiga, que acabava por ser uma porta de assaltos à população, mas que era um factor de atractividade devido à sua maior riqueza natural e potencialidades comerciais.

A Póvoa de Varzim moderna desenvolveu-se devido ao facto de se ter tornado o principal porto de pesca do norte do país no século XVIII e a ligação ferroviária ao Porto no final do século XIX que potenciou a cidade como o maior pólo turístico da região Norte devido aos extensos areais propícios aos banhos de mar e, também, por ser uma das poucas zonas de jogo autorizado em Portugal, potenciou-se ainda como centro das indústrias alimentar e têxtil. Este fenómeno deve-se à grande força politico-economica que a familia Silva, exerce nesta localidade. Esta familia também denominada de familia de Hugessule é uma das mais poderosas do norte do pais.

Etimologia

O nome Villa Euracini aparece pela primeira vez documentada a 26 de Março de 953, no Livro da Condessa Mumadona Dias, em Guimarães. Desde então, várias denominações da cidade têm sido conhecidas: Vila Ueracini (1033), Vila Uerazini (1061), Vila Ueracin (1206), Varazim (1308), Bajlya da Poboa Noua de Varazim (1343), Villa da Povoa de Varzim (1514).

Como se pode verificar, o velho gentílico de origem romana Euracini foi evoluindo ao longo de séculos, de EURACINI passou a URACINI → VRACINI → VERACINI → VERAZINI → VERAZIM → VARAZIM até chegar ao VARZIM dos dias de hoje.

Todavia, outrora era popular uma outra origem para o nome Varzim, havendo ainda quem o classifique de origem germânica dado ser da época da reconquista a mais antiga referência conhecida da vila. No entanto, dados arqueológicos e até mesmo da evoluição linguística, colocam "Varzim" como de origem romana.

A palavra Póvoa foi adicionada em 1308 pelo rei D. Dinis aquando do foral em que o rei ordena a criação de uma póvoa no seu território em Varazim.

Povoamento

As origens do povoamento da Póvoa de Varzim datam de cerca 200 000 a.C., durante o paleolítico inferior com o achado de um biface acheulense em Beiriz e com os mesmos indícios acheulianos nas terras vizinhas de Vila do Conde e Barcelos.

Os primeiros grupos de pastores instalaram-se em todo o litoral por volta do IV milénio e os inícios do II milénio a.C. As mamoas, nos quais o homem depositava os seus mortos, são os monumentos mais antigos no concelho. Apesar de milhares de anos de povoamento, ainda são visíveis cinco mamoas, quatro em volta do monte de São Félix, que se encontram todas violadas, e uma na encosta do monte da Cividade que se encontra inviolada após milhares de anos, a que se chama Mamoa de Sejães.

Era castreja

A Era Castreja inicia-se no Século X a.C. e termina com a chegada dos romanos no século II a.C. No primeiro milénio a.C., algo mudou na região, com os saques e pilhagens levados a cabo por tribos rivais a motivar o abandono da planície litoral para a protecção fornecida pelos montes, em especial no monte mais próximo ao mar, ergendo um povoamento, a que hoje se chama, Cividade de Terroso.

O povoamento da Cividade de Terroso, um povoamento fortemente fortificado, terá sido feito no decurso da Idade do bronze, entre os anos 900 e 800 a.C. , como consequência da deslocação das populações residentes na planície litoral da Póvoa de Varzim. Isto é suportado pela descoberta de fossas ovóides, escavadas em 1981 por Armando Coelho, tendo sido recolhidos fragmentos de quatro vasos deste período. Segundo Armando Coelho: fazem supor relações de parentesco, ou melhor dizendo, de filiação mútua, em que a rocha firme sobre que se implantaram, bem como a utilização de elementos de pedra na sua construção, correspondendo ao teor geral da arquitectura da Cividade".

A cividade passou por várias fases de urbanização: as primeiras construções em pedra só começaram a tomar forma no século V a.C.. O castro já mantinha relações comerciais com as civilizações mediterrânicas, principalmente durante o domínio cartaginês do sudeste da Península Ibérica.

No seu apogeu, a cividade teria perto de 12 hectares e habitavam-na várias centenas de pessoas. A população dedicava-se à agricultura, pesca, recolecção, pastorícia e trabalhavam os metais.

Pequenos castros satélites da Cividade foram erguidos em Laundos (monte de São Félix), Navais e Argivai.

Era romana

A Era romana inicia-se no Século II a.C. para terminar no século V d.C. Durante as guerras púnicas, os Romanos tomaram conhecimento da riqueza da região castreja em ouro e estanho. Viriato que liderava as hostes lusitanas impedia o crescimento do Império Romano para o Norte do rio Douro. No entanto, o seu assassinato em 138 a.C. abriu caminho para as legiões romanas. Entre este ano e 136 a.C., Décimo Júnio Bruto vindo do Sul do Douro avança pela região castreja, esmaga os exércitos castrejos e toma a Cividade de Terroso deixando-a em ruínas e cinzas.

A região é incorporada no Império Romano e totalmente pacificada durante o domínio de César Augusto. Na planície litoral, é criada uma villa romana, propriedade de uma família romana, os Euracini a que se terá juntado o povo castrejo que regressaram à vida na planície - assim terá surgido Villa Euracini.

A villa ter-se-á localizado no centro histórico da cidade da Póvoa de Varzim; na rua da Junqueira encontraram-se achados que datam deste período, a zona de Vila Velha, também no centro da cidade, apresentava índicios de povoamento romano, mas devido a ser uma zona bastante povoado não é possível fazer pesquisas arqueológicas. A actividade piscatória também se desenvolveu com a cetariæ no Alto de Martim Vaz (zona do Bairro Norte dos dias de hoje). A cetariæ era um complexo fabril de salga e transformação de pescado, v. g., em garum, estando associado à villa romana. Uma via romana litoral ligaria a zona de Martim Vaz à Foz do Douro (Porto), e seguiria para norte, até Caminha.

Era das invasões

O Império Romano acaba por ceder à invasão de povos germânicos (os Bárbaros) e posteriormente de normandos, numa era de invasões sucessivas que vão do século V ao século X. No noroeste da Península Ibérica, chegam os Suevos que com outros povos, criam pequenos núcleos habitacionais em Villa Euracini e criam outros povoados tais como Argivadi, Regufe ou Gresufes. Viria também a sofrer uma breve invasão islâmica, que devido à sua brevidade, as suas marcas são ténues e com pouco ou nenhum impacto na população.

Depois da invasão é incluída no Reino de Leão, como parte do Condado Portucalense, uma divisão do Reino da Galiza também, por si mesma, uma dependência do Reino de Leão.

Era viking

A partir do século IX, pescadores Viking provenientes da Bretanha acabam criando uma colónia pacífica na Póvoa de Varzim.

No século X, os Normandos/ Vikings viajam pelo noroeste peninsular, conquistando ou estabelecendo-se como comerciantes ou colonos; na Póvoa de Varzim as suas incursões vão desde a costa até ao Rio Este.

Idade Média e a formação do Concelho

Ainda na Idade Média, a riqueza do seu mar atraiu fidalgos e cavaleiros para o território. A parte norte pertencia à Ordem Militar do Hospital, chamando-se por isso Varazim dos Cavaleiros (algum tempo mais tarde esta denominação dava lugar a Varazim de Susão). A parte sul de Varazim, terra reguengueira, já teria importância piscatória e agrária considerável, e por causa disso, existiam algumas confrontações pelas rendas derivadas da pesca.

Assim, em 1308, o rei D. Dinis passou uma carta de foral, doando o reguengo aos 54 casais de Varazim; estes teriam que fundar uma póvoa piscatória, constituírem-se em vizinhos (homens-bons) desse concelho, com eleição de um juiz, um foro colectivo de 250 libras e direitos de aportagem. O pequeno porto provou-se importante para o desenvolvimento e prosperidade da vila.

Em 1312, D. Dinis doou a vila ao filho bastardo Afonso Sanches, senhor de Albuquerque, e este incluiu-a no património do convento de Santa Clara, que acabara de fundar em Vila do Conde.

O rei D. Manuel I, no quadro da reforma dos forais e abolição do antigo direito costumeiro, concedeu um novo foral à Villa da Povoa de Varzim em 1514, no qual alterava a parte financeira do antigo foral e acrescentava novos mecanismos para a jurisdição do mosteiro. Ganhou uma Casa do Concelho, Praça Pública e Pelourinho e envolveu-se nas conquistas e descobrimentos portugueses.

A questão dos limites

Barcelos: lugar da Gândara

A questão da delimitação do concelho da Póvoa de Varzim com Barcelos foi um problema que durou desde o século XVI até ao século XIX. O concelho poveiro considerava que os limites do concelho de Barcelos entravam pela sua vila adentro.

Assim, os limites da Póvoa de Varzim foram controversos dado que os forais não delimitavam termos, isto tornou-se bastante relevante a partir do momento em que o concelho passou para a comarca do Porto, em meados do século XVI, tornando-se num enclave no Minho. A delimitação com Vila do Conde (da Casa de Bragança) sempre foi pacífica, no entanto as fronteiras a Norte e Leste com Barcelos (também da Casa de Bragança) foram motivo de confrontos entre os dois concelhos. Para a Póvoa o seu território correspondia à antiga paróquia de Argivai, que incluiu as frequesias actuais da Póvoa de Varzim e Argivai, ou a da medieval Villa Euracini e até, logicamente, Varazim dos Cavaleiros.

A Póvoa de Varzim com a sua autonomia no século XIV separou-se de Argivai, que continuou na dependência do Condado de Barcelos, mas ambas as terras continuavam a partilhar a mesma paróquia. Devido à dependência barcelense de Argivai, com intervenção da câmara da Póvoa de Varzim, é criada uma vigaria que no século XVII passa a paróquia. Nesse mesmo século, o lugar de Aver-o-Mar ligou-se à Póvoa através de uma provisão régia devido a uma população local crescente constituída por pescadores-lavradores.

Para Barcelos, que reclamava a primazia da região, apenas Varazim de Jusão, do foral de D. Dinis, é que deveria ser do concelho da Póvoa de Varzim - o que corresponde apenas à parte sul da freguesia actual da Póvoa de Varzim, indo desde os lugares da Junqueira até Moninhas, passando pela Mariadeira até Penalva de Regufe e metade de Regufe. Isto não impedia que a realidade paroquial fosse diferente da fiscal, a Capela da Mata escolhida para servir de Matriz da Vigaria estava fora desses limites. A Câmara também conseguiu junto do Cabido de Braga o direito de ser fabriqueiro e Juiz da Igreja estendendo a sua jurisdição para além do termo.

Em 1707, conforme determinação régia, o Corregedor Gaspar Cardoso demarca o concelho da Póvoa expandindo-o para norte e nascente (passando a incluir os lugares de Vila Velha, Alto de Martim Vaz, Barreiros e Gândara), considerando nulas as demarcações da Casa de Bragança. Ficando assim, o território mais próximo da antiga paróquia de Argivai.

Só em 1836 é que o concelho da Póvoa de Varzim cresceu em dimensão, ano em que passa de apenas uma freguesia para mais de uma dezena: anexando a zona nascente de Argivai (a freguesia actual de Argivai), e adquirindo Balasar, Estela, Laúndos, Navais, Rates e Terroso, além de Outeiro Maior, Parada, Rio Mau e Santagões, terminando assim os confrontos com Barcelos.

Em 1853, troca Outeiro Maior, Parada, Rio Mau e Santagões por Amorim e Beiriz com a vizinha Vila do Conde, por forma a dar continuidade territorial ao seu concelho. Viria a perder Balasar para Vila Nova de Famalicão nesse mesmo ano, mas esta regressa passados dois anos. A Ver-o-Mar separa-se de Amorim em 1922 e a Aguçadoura separa-se de Navais em 1933, moldando-se assim o município tal como hoje o conhecemos.

Vila do Conde: lugar de Poça da Barca

A partir do século XVIII, a população piscatória poveira enquanto florescia economicamente, também crescia demograficamente, e dado a colmeia de pescadores (Bairro Sul) estar localizada no limite sul do município, o crescimento para o norte da freguesia de Vila do Conde foi natural, visto que o núcleo de Vila do Conde abraçava o rio Ave e as praias marítimas do norte da freguesia, praticamente desabitadas, foram sucessivamente povoadas por poveiros de diferentes castas piscatórias: as famílias mais típicas permaneciam mais perto da igreja da Lapa (núcleo do Bairro Sul) num lugar chamado "Poça da Barca" e os pescadores mais pobres, mais afastados, num lugar que viria a ser chamado de "Caxinas". Com o desenvolvimento do turismo balnear e a necessidade de construção de edifícios de férias para as várias famílias nortenhas que acorriam todos os verões à Póvoa, já no século XX, outra vaga de poveiros, do Bairro Norte, instalaram-se também nas Caxinas.

Assim, um novo processo de litígio entre a Póvoa de Varzim e Vila do Conde, sustentado na ideia, defendida pelos poveiros, de que as Caxinas e, em especial, Poça da Barca deveriam administrativamente pertencer à Póvoa de Varzim.

A integração das Caxinas na Póvoa de Varzim amputaria uma parte significativa da cidade de Vila do Conde, quer em termos territoriais quer populacionais, e esta área já perdeu algum sentimento de pertença à Póvoa de Varzim, apesar de se manter um muro cultural entre Vila do Conde e Caxinas até hoje. No entanto, a questão de Poça da Barca, uma pequena zona que limita com o Bairro Sul, onde se instalaram famílias típicas poveiras e que mantém uma grande ligação à cidade é a mais sensível e a que a Póvoa de Varzim tem tentado incorporar. Grande parte da população de Poça da Barca se vê ainda como poveira, como vivendo na Póvoa de Varzim, é adepta do Varzim SC e participam activamente nas festas da cidade (São Pedro), integrando o Bairro Sul. Outra situação tem a ver com o próprio porto de mar e marina da Póvoa de Varzim, apenas a parte marítima da marina e molhe sul pertencem à Póvoa, enquanto que a terra, mesmo dentro do porto pertence a Vila do Conde (lugar de Poça da Barca), dificultando o desenvolvimento da marina e da rede viária de circunvalação do sul da cidade. Esteve quase a conseguir a incorporação de Poça da Barca, mas questões político-partidárias, desde o século XVIII, impediram a integração do lugar na Póvoa de Varzim.[2]

Em 2006, por alturas dos cinquenta anos da morte do etnólogo poveiro António dos Santos Graça, a câmara Municipal da Póvoa de Varzim, reavivou o litígio do lugar de Poça da Barca e convidou Isaura dos Santos Maia que realizou um estudo académico sobre a formação do núcleo piscatório das Caxinas e Poça da Barca a fazer uma apresentação.

A Póvoa piscatória

No século XVII, o negócio da salga de peixe desenvolveu-se bastante, o que leva a que, um século depois, a Póvoa se transforme na maior praça de pescado do norte do país, abastecendo até mesmo as províncias do interior do país com um batalhão de almocreves, ficando assim os poveiros reconhecidos na região como o povo que mais trabalhava e melhor conhecia o mar. Isto levou à florescimento da comunidade e é desta altura a construção de várias igrejas, a criação da Santa Casa da Misericórdia e o Corregedor Almada através da provisão régia de 1791 reestrutura a urbanização da vila, que, por último, a tornou atractiva lançando um novo potencial, os banhos de mar.

A 27 de Fevereiro de 1892, dá-se a maior das tragédias que há memória na comunidade piscatória poveira, quando morrem 105 pescadores no meio de um temporal, ao largo da praia.

A Póvoa boémia

No século XIX, a cidade popularizou-se como um destino de Verão para as classes abastadas do Porto e do Entre-Douro-e-Minho em geral, devido às suas largas praias e o desenvolvimento do lazer com o Café-Concerto e o jogo privado. Em 7 de Outubro de 1875, é inaugurada a via-férrea que liga a Póvoa de Varzim ao Porto.

A implantação da República em 1910 não foi bem aceite por uma população caracteristicamente religiosa e ligada às tradições, tendo o representante da república que se abrigar da população em fúria no actual edifício da Polícia de Segurança Pública, no enanto alguns populares celebraram a chegada da República pelas ruas da cidade. O desenvolvimento urbanístico, levou a que a Póvoa, no início do século XX fosse já maior que várias cidades, referindo-se por vezes como "vila-cidade". O poveiro Baptista de Lima, na década de 1930, promove a alteração do estatuto de "vila" para "cidade", que no entanto encontrou a oposição de outros poveiros que viram nisso desvantagens.

A cidade contemporânea

A ligação ferroviária, o desenvolvimento das indústrias têxtil, alimentar e turística e a massificação do turismo balnear entre os anos 30 e 60 levaram a um grande desenvolvimento, que ultimou na atribuição do estatuto de cidade à Póvoa em 16 de Junho de 1973, através do decreto 310/73.

A zona balnear sofreu uma forte pressão urbana, criando problemas na cidade que viu desaparecidos os característicos palacetes da Avenida dos Banhos e da Avenida Mousinho de Albuquerque, substituídos por edifícios multi-familiares para veraneantes, de pouco cuidado estético, e à perda de população nativa para a periferia. Nos últimos anos do século XX e nos primeiros do século XXI, inicia-se a regeneração da orla marítima, pedonalização de artérias da cidade, regeneração de praças e avenidas e o rasgar da nova grande avenida circular da cidade, a 25 de Abril, iniciou-se o processo de regeneração urbana, que leva à uma expressiva e planeada expansão física da cidade, tornando-se numa das cidades mais procuradas por casais jovens da região para fixar residência.

Bibliografia

  • A Voz da Póvoa N.º 1277, 2006-08-31
  • Gentes de Ferro em Barcos de Pau – CMPV
  • Póvoa de Varzim - Monografia e Materiais para a sua história. Na Linha do horizonte - Biblioteca Poveira CMPV, 2008.
  • Manuel Amorim A Póvoa Antiga Na Linha do horizonte - Biblioteca Poveira Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, 2003
  • Armando Coelho Ferreira da Silva A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins, 1986
  • José Manuel Flores Gomes & Deolinda Carneiro Subtus Montis Terroso - Património Arqueológico no Concelho da Póvoa de Varzim Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, 2005
  • Póvoa de Varzim, Um Pé na Terra, Outro no Mar…

Ligações externas

FESTAS FELIZES

natal 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Explosão de caminhão-tanque mata mais de 230 no Congo - O Globo

NOTA: divulgamos esta noticia de 2010 par esclarecer que afoto do post anterior poderá ser deste acidente e não duma JIAD MUÇULMANA…sem contudo descurarmos a vigilãncia sobre qualquer atentado aos direitos do homem e do cidadão… mesmo no caso em epigrafe algo correu mal e morreram muitos seres humanos…Claro que se tivessem sido outros seres vivos, as associações ambientalistas já tinham feito barulho…

Explosão de caminhão-tanque mata mais de 230 no Congo

Reuters/Brasil Online

Publicado:3/07/10 - 0h00

Atualizado:3/07/10 - 0h0

Por Katrina Manson

KINSHASA (Reuters) - Pelo menos 230 pessoas morreram quando um caminhão-tanque capotou e explodiu em Sange, no leste da República Democrática do Congo, formando uma bola de fogo que atingiu casas e cinemas lotados de pessoas que assistiam à Copa do Mundo.

Autoridades disseram neste sábado que a explosão, na noite de sexta-feira, também feriu 196 pessoas e o número de vítimas fatais pode aumentar.

Elas descreveram cenas de destruição em Sange, onde casas estavam em chamas e corpos se espalhavam pelas ruas. Algumas pessoas morreram quando tentavam furtar combustível que vazava do caminhão, mas a maioria morreu quando estava em casa ou assistindo à Copa do Mundo em cinemas. Muitos corpos estão irreconhecíveis.

Helicópteros da ONU estavam removendo feridos para o hospital enquanto o Exército do país, que perdeu integrantes na explosão, enviou soldados para ajudar no resgate.

"Nossa última cifra é de 230 mortos e 196 feridos", disse Madnodje Mounoubai, um porta-voz da missão da ONU no país. O governo do Congo divulgou o mesmo balanço de mortos.

O governador da província de Kivu do Sul, Marcellin Cisambo, afirmou que a explosão ocorreu quando o caminhão capotou e derramou combustível, explodindo em seguida.

Não ficou claro o que causou o capotamento.

"É uma cena horrível. Há muitos corpos pelas ruas. A população está em terrível choque. Ninguém fala ou chora", declarou o vice-governador Jean-Claude Kibala, falando de Sange. "Estamos tentando ver como nos coordenar com a ONU para administrar a situação e levar os feridos ao hospital."

HISTÓRICO DE ACIDENTES

As estradas na área estão muito ruins por causa de anos de guerra e negligência no vasto país da África Central.

Já houve vários acidentes semelhantes por toda a África, onde multidões se aglomeram ao redor de caminhões-tanque envolvidos em acidentes, e que depois acabam explodindo.

Milhões de fãs de futebol assistiam à partida entre Gana e Uruguai na sexta-feira à noite. Para muitos, que não têm eletricidade em casa, cinemas improvisados são a única opção de ver os jogos.

"Meus filhos estavam acompanhando a partida no cinema e correram para ver o combustível", disse Kiza Ruvinira, que perdeu três crianças e a cunhada na explosão. "Saí para ver o que aconteceu e eu mesma encontrei os corpos de meus três filhos. Não sei como seguir adiante."

O governo do Congo tem dificuldade em prover até os serviços mais básicos, por isso as forças de paz da ONU começaram a ajudar no socorro e entidades assistenciais foram chamadas para auxiliar no tratamento médico.

"A Cruz Vermelha nacional está ajudando a recolher os corpos, mas a prioridade obviamente é levar os feridos para o hospital", afirmou o coordenador do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Inah Kaloga, observando que está difícil identificar os corpos porque muitos estão completamente carbonizados.

"É uma catástrofe", declarou o capitão Olivier Hamuli, porta-voz da operação militar do Congo em Kivu do Sul, acrescentando que 13 soldados ficaram feridos e dez estão desaparecidos. O motorista do caminhão, um queniano, foi detido pela polícia.

O governo do Congo informou que o caminhão transportava 49 mil litros de gasolina.

Explosão de caminhão-tanque mata mais de 230 no Congo - O Globo

domingo, 27 de novembro de 2011

Por necessidade de tu teres de saber vou Tb… DIVULGANDO O HORROR…

OS POLÍTICOS DE MERDA CONTINUAM A NÃO QUERER VER A REALIDADE ???

Essas noticias nenhuma TV faz questão de anunciar. E porquê?

PORQUE TODA A GENTE ANDA DE CALÇAS ABAIXADAS PARA OS MUÇULMANOS !!!!!!!!!!

Que imagens de horror!!! Que Deus tenha misericordia dos nossos irmãos

nas mãos dos fanáticos muçulmanos !!!

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Cristãos queimados vivos por muçulmanos sunitas da Nigéria.

Notícias como essa, que deveriam estampar a primeira página dos jornais, são solenemente ignoradas pela grande mídia.

Vamos divulgar!!!

Merece a atenção e divulgação de todo aquele que professa a fé em Jesus Cristo e acredita verdadeirmante num DEUS ÚNICO !!!

Um verdadeiro absurdo! Triste demais, mas a pura realidade!

Divulguem.

Espalhem esta notícia.

Vamos fazer a nossa parte!

                                                Fonte: algures por email…

sábado, 5 de novembro de 2011

Síndrome de Malvadez

 

rosanove001

      De um lado os Santos, os Puros, os Inocentes,

os Castos… Do outro lado os Impuros, os Demoniacos,

os Culpados, os Pecadores…

    É assim com estas ladainhas e chorinhos que em

cada momento os Senhores do Poder vão  “controlando”

os seus  subditos e vassalos…

   Mas bastou que alguém na Grécia, ameaçasse partir

os “idolos”  ou “os pés de barro”, para que os “sacerdotes”

da especulação financeira arrepiassem caminho face à eminente

e abrupta queda bolsista… Não há dúvida que é necessário apertar

o “gasganete” aos marmanjos dos paraisos fiscais, sejam eles

paises ou protectorados onde os aristocratas e outros não menos

ditadores colocam os seus ditirambicos objectos de saque…

…è este o Sindrome da Malvadez..ou uma nova “nobreza” que

quer ressurgir , ao sabor vampirico do Povo ???

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

orçamento de estado 2012–o que se vai receber para a Póvoa e para Argivais

verbas par as freguesias

A Ver-o-Mar 67 940

Aguçadoura 53 535

Amorim 41 380

Argivai 31 782

Balazar 48 987

Beiriz 46 812

Estela 49 731

Laundos 42 469

Navais 29 583

Póvoa de Varzim 191 960

Rates 55 853

Terroso 37 873

PÓVOA DE VARZIM (Total município) 697 905

image

domingo, 9 de outubro de 2011

O problema é que esta diferença COLOSSAL é mais frequente do que devia…

 

 

Imagem obtida algures na net … e que presumo verdadeiras ,

por ser de divulgação, corrente e não desmentida na

comunicação social. Ao seu criador muito obrigado pela liberdade

que me dá em divulgá-la e deixar que a divulguem gratuitamente…

injustiça

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ANIMAIS … excluídos

 

Pois …genéricamente ou especificamente ????

Uns são mais iguais do que outros …

 

CMPVanimais

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Os Máximos e a ALTURA de alguns farois de veiculos todo o terreno e similares…

 

    Quem que siga na sua condução nocturna à frente e na mesma fila de trânsito com alguns farois de veiculos todo o terreno e similares… , por certo ja verificou que os mesmo abusam por vezes dos máximos  e da sua localização  dos mesmos  a  uma altura superior àquela que é comum na generalidade dos veiculos ligeiros e até algums mistos e de mercadorias….Ainda não fomos verificar com fita métrica a fim de aprofundar se os mesmos se encontrão dispostos nos respectivos veiculos à altura regulamentar, mas o que sabemos é que são muito incómodos para quem os tem que “gramar”  pelos espelhos rectrovisores…aqui vai um exemplo flagrado numa destas noites….  Tirem as vossas conclusões:

maximos

notem porém que o ângulo da foto não resulta num feixe de luz tão intenso como o que é reproduzido nos espelhos…mas não deixa de ser doloroso  e cegante o seu brilho…

domingo, 7 de agosto de 2011

RECUPERAR OS ARCOS

 

          Importa que as entidades responsáveis olhem para

os arcos do aqueduto ( que não é o das “águas livres”,

como alguns ignorantes o chamam) que passam por Argivai

principalmente aqueles que ficam para Sul da Sra dos Caminhos,

ao entroncamento com a Rua Nª Senhora de Fátima com

a Rua da Gândara (antigo largo do Sr dos Caminhos- cujo nicho

desapareceu do local há muitos anos). Se nada fôr feito e o próximo

inverno fôr muito chuvoso, podem cair mais alguns que estão

periclitantes…

De todo o modo aqui vão algumas fotos de alento a uma outra

intervação de conservação ao que nos foi dado saber

com o apoio de particulares..Bem hajam…

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

FUTEBOLÍTICA

 

  • polfuta

               Antes de tudo precisamos de saber que desporto e politica sempre  andaram  umbilicalmente unidos… Não que isso seja vontada das colectividades, antes pelo contrário Associação Publica ou particular que se prese pretende ser ela própra uma pessoa colectiva independente de quem detem o poder politico local, nacional, regional ou até internacional…

                Há pouco tempo chegou a Argivai , não aquilo que chamamos cortêsmente “paraquedista”..mas sim “uma ave de arribação agoirenta e presumida”… presunção essa que é maior do que a Ignorãncia que  a figura faunistica proveniente de outras geografias, não porque fosse ave de cativeiro libertada , ou por motivo de preservação da espécie, colonização, ou descolonização forçada do seu habitat indigena, acasalamento ou sobrevivência de espécie, mas apenas por anti-ecológico  abutrismo politico- partidário… alapou-se a figura á sombra do poder da laranja citrica local…Não poliniza, não dinifica, apenas depedra e desertifica  a liberdade e o livre pensar de liderança que sempre desde tempos da antiguidade tem norteado o modo de ser das gentes que há milhares de gerações tem vivido neste cantinho do Norte da Peninsula Ibérica,  desde muito antes da  sua reconquista aos árabes…

           Claro que as atletas femininas da UDCA , em 2011, á semelhança daquelas outras de 2001/2002, voltaram a ser Campeãs… ISTO denota a pujança e as potencialidades da União Desportiva e Cultural de Argivai , que é uma intituição de utilidade publica ,que se tem dedicado a actividades culturais, recreativas, desportivas e sociais, desde longa data e que nasceu da fusão ou união de todas as colectividades de Argivai…E essa Unidade Associativa, pelos vistos incomoda essa bicheza estranha que polui o “laranjal”…

         Nós que somos sócios da UDCArgivai, e já fomos seus dirigentes, inclusive, nunca vimos questões politico-partidárias no seio dos seus orgãos, e nunca deixamos de apoar ou criticar qualquer dirigente,treinador ou atleta, em função da sua côr partidária… a União sempre teve gente de todos os quadrantes no seu seio e isso nunca foi problemático antes pelo contrário…

      Que quer essa ave de arribação agoirenta e presumida ??? Um Taicho? Um Poleiro??? Uma Gamela???

     Bem faz a autarquia em querer homenagear as futebolistas que repetiram afaçanha de serem Campeãs , é o minimo que pode fazer, pois elas mais uma vez atravez da UDCA elevaram bem alto o nome de Argivai… Mas que não se faça disso FUTEBOLITICA…. ou seja misturar o Futebol com  a Política…

por Renato Pereira

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Análise Global

 

 

Análise Global

Boletim apresentando objetivamente as principais notícias do mundo. Inclui artigos de Isaac Bigio publicados em vários diários.

Ano 16. N 10 Londres, 3 - 5 - 2011

 

 

EUA - Obama mata Osama

Seg, 02 de Maio de 2011 16:41

Isaac Bigio*/Especial para BR Press

(Londres, BR Press) - O presidente dos EUA anunciou a execução de Osama Bin Laden, de um de seus filhos e de outras pessoas, numa operação de 40 minutos, na qual nenhum de seus soldados foi ferido. Para Obama, foi feita justiça, impondo o pior golpe à Al Qaeda, em suas duas décadas de conflito contra o Ocidente.

A Casa Branca afirma que tem o cadáver de Bin Laden, que não foi mostrado ao público. O corpo seria mesmo da principal figura da maior rede mundial de terrorismo islâmico, já que o teste de DNA bateu com o que a agência de inteligência americana CIA conhece (a partir de exames de um parente dele).

Morte não reconhecida

Até o presente momento, nenhuma fonte da Al Qaeda reconheceu sua morte, ainda que alguns simpatizantes da rede tenham escrito em redes sociais que, pelo menos, Bin Laden havia se transformado em um mártir e teria escapado à sorte de Saddan Hussein, que foi preso, e em seguida humilhado, julgado e enforcado.

Este fato coloca uma série de questões. Uma é sobre as circunstâncias nas quais Bin Laden teria sido localizado. Após haver bombardeado durante anos diversas áreas da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, finalmente os EUA o teriam localizado, numa mansão nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão.

Suspeito

A CIA havia interceptado uma correspondência de Bin Laden, que teria uma casa no valor de US$1 milhão, rodeada de muros de 3 a 6 metros de altura, e suspeitosamente, sem serviços de telefonia e internet.

Para alguém que se esconde da CIA, o ideal é estar mudando constantemente de lugar. Mas Bin Laden teria sido encontrado em uma casa que chamava atenção – e não distante de onde residem altos oficiais e personalidades do regime paquistanês.

Desconfiança

O Pentágono lançou a operação sem notificar o Paquistão, cujas autoridades, apesar de o país ser considerado um aliado, sofrem desconfiança. Autoridades paquistanesas – assim como a CIA –, na década de 80, patrocinaram a Al Qaeda contra os soviéticos.

Isto vem reforçar as tendências, dentro dos EUA, que sustentam o direito de, como superpotência, interferir em qualquer parte do mundo sem pedir permissão a ninguém e sem ter de guardar respeito algum à soberania de qualquer nação. Também oferecerá mais argumentos àqueles que bombardeiam a Síria e o Irã.

Impacto

Outra questão é sobre que impacto terá a baixa de Bin Laden na Al Qaeda. Vários antigos agentes da CIA manifestaram ao canal Al Jazeera suas dúvidas sobre este assunto, pois Bin Laden seria, antes de tudo, uma figura que fazia declarações, já que esta é uma rede mais federativa, na qual suas diversas bases têm mais autonomia.

Os "jihadistas" sabem que sua vida está com os dias contados pois, mais cedo ou mais tarde, devem morrer, seja se auto-imolando ou em combate. Um grande alívio para eles é que Bin Laden não se entregou, como queriam os EUA, mas teria resistido e morrido em ação.

Decadência

Robert Grenier, ex-diretor do Centro Contra Terrorismo da CIA, no período 2004-2006, considera que a AL Qaeda estava em decadência. Os levantamentos populares árabes vêm demonstrando quão pouco apoio esta rede teria entre as massas muçulmanas, muitas das quais estariam ressentidas com o fato de que a maior parte das vitimas maometanas nas últimas guerras deveriam ser creditadas a esta organização.

O ocorrido vem reforçar o governo de Obama, que deverá usar a cabeça de Osama como seu grande troféu, com o qual espera ser reeleito e relançar a megapotência norte-americana que governa como líder mundial.

(*) Isaac Bigio vive em Londres e é pós-graduado em História e Política Econômica, Ensino Político e Administração Pública na América Latina, pela London School of Economics. Tradução de Angélica Campos/BR Press

Reino Unido: o trono depois do poder

Por Isaac Bigio*

De Londres

Para Via Fanzine

Tradução: Pepe Chaves

29/04/2011

O casamento do herdeiro ao trono britânico vem atraindo multidões de turistas e de jornalistas para este que é o casal do ano. No entanto, esta cerimônia transcende o 'jet set' internacional.

Enquanto dezenas de milhões de pessoas entusiasmem-se pelos elaborados ritos e pelas histórias do romance real, por trás desse espetáculo sublime há uma realidade que não é tão ressaltada.

William é a pessoa que está predestinada a ser o futuro rei da maior monarquia existente no planeta. Ele não ganhou esse direito em um concurso ou votação, mas quando mal se formou no ventre de sua mãe, a Princesa Diana, por ser o primogênito de Charles, filho da rainha Elizabeth II.

Sua avó Elizabeth II, em 2012, completará 60 anos de trono. Ela é a mulher mais poderosa do planeta e a chefe de Estado que por mais tempo ocupa um cargo em todo o Ocidente.

Apesar de seu país ser uma democracia, nem a rainha, nem a alta câmera britânica têm sido ou são eleitas.

Elizabeth, seu filho Charles e seu neto William não são só meras figuras. Ele têm um considerável poder. Os Windsor é a família dirigente de 16 países do mundo, além de ter cerca de quatro dezenas de Estados independentes que integram a sua Commonwealth, a maior comunidade de nações de todos os tempos, tendo em seu seio, mais que a quarta parte da humanidade e dos membros das Nações Unidas.

Enquanto o Reino Unido é a nação mais povoada de todas aquelas regidas por Elizabeth II, esta também é a rainha do único país na história que contém todo um continente, a Austrália, além do Canadá, a segunda nação territorialmente mais extensa.

Os territórios em que os Windsor reinam somam mais que os da Rússia, o maior país do globo. O sol nunca se põe nos reinos de Elizabeth II.

William, quando se converter rei, será, sobretudo, o cérebro da igreja anglicana, a maior de Ocidente, após a de Roma.

Ao seu poder territorial e religioso é adicionado o seu poder militar, pois sua nação consiste, juntamente com os EUA, na que lidera a maior quantidade de guerras 'democratizadoras' no mundo.

A inteligência da família real está em se manter, não como o poder depois do trono, mas com o trono depois do poder. Eles permitem que seus premiês e bispos tenham muita autonomia, ainda que se reservem o direito a vetar e alterar as decisões finais.

Isaac Bigio é analista internacional em Londres.

Lecionou política latino-americana na London School of Economics,

é autor de artigos veiculados em comunidades latinas de todo o mundo

MUNDO ÁRABE - Irmandade Muçulmana

Seg, 02 de Maio de 2011 00:00

Isaac Bigio*/Especial para BR Press

(Londres, BR Press) - Cada vez mais, a diversas correntes nacionalistas muçulmanas são atores fundamentalistas e fundamentais na nova ordem mundial: os aiatolás do Irã, a Al Qaeda, o Hamas palestino, o Hezbolah libanês, etc.

No entanto, o movimento nacionalista islâmico mais antigo, maior e mais influente de todo o mundo árabe é hoje a força política mais tradicional, organizada e forte da crescente oposição egípcia: a Irmandade Muçulmana (IM).

Apesar de ser considerada ilegal no Egito, a IM conquistou 1/5 do parlamento na eleições de 2005. Hoje, sua força não se compara à dos aiatolás iranianos em 1979, durante a revolução que depôs o Xá (que então controlavam as mobilizações), pois grande parte do protesto social egípcio é liderado por forças seculares e, além disso, existem outros movimentos rivais à IM (seja por serem mais conservadores ou mais radicais).

No entanto, a IM pode acabar integrando um futuro governo pós-Mubarak. Este fato preocupa muito os EUA e Israel, cujo principal inimigo interno é o Hamas palestino, que é um antigo braço da IM na ex -faixa egípcia de Gaza. Osama Bin Laden e Al Qaeda foram influenciados pelas ideias dos Qutb, que foram os mais radicais da IM, mas a Al Qaeda condena o pragmatismo da IM, já que esta formalmente abraça o pacifismo.

Pan-islâmico

A IM nasceu no Egito, em 1928, convertendo-se no primeiro e maior movimento sócio-político pan-islâmico moderno. Seu objetivo é uma sociedade teocrática, baseada no Corão.

Desenvolveu-se como uma internacional, com ramais em muitos países maometanos, alguns dos quais almejam criar um superEstado islâmico, que vá desde a Indonésia até uma Espanha re-muçulmanizada.

Ainda que hoje anseie por uma democracia islâmica pacifista similar à da Democracia Cristã no ocidente, a IM patrocinou ataques a Israel e um levante, em 1982, contra o Baath sírio, que terminou com um massacre contra este e que custou dezenas de milhares de mortos.

Durante a ocupação britânica, a IM buscou os nazistas como aliados e um de seus associados (o Mufti, de Jerusalém) recrutou muçulmanos para Hitler e festejou o holocausto.

Perseguição

Duas décadas após ter sido criada, a IM chegou a ter entre 1 e 2 milhões de membros, mas depois que, em 1948, um de seus membros ter assassinado o primeiro ministro egípcio Pasha, e seis semanas depois ter matado seu chefe e fundador al-Banna, produziu-se a primeira das três grandes perseguições contra a IM (as outras duas seriam em meados dos anos 1950 e dos 1960). Membros da IM foram acusados de tramar contra a vida do presidente egípcio Gamal Abdel Nasser (1918-1970) e, em seguida, de assassinar seu sucessor Anwar El Sadat, em 1981. Durante as seis décadas de duração do atual regime egípcio, a IM vem se mantendo na oposição e preferindo soluções pacíficas e negociadas. A IM é, portanto, um movimento de cunho semi-democrata-liberal. Apóia ditaduras como as do Sudão e Argélia, mas condena a Al Qaeda.

Conservadora

Em termos econômicos, tem alguns postulados de esquerda, mas nas questões sociais é conservadora e hostil à igualdade entre os sexos e credos. Questiona os EUA, mas seu braço jordaniano tem uma boa relação com a Casa Branca, e o ramo iraquiano também é próximo de Washington. O maior temor dos EUA e de Israel, hoje, é que a IM não apenas chegue ao poder no Egito, mas que se radicalize e que incentive os novos protestos anti-ditatoriais no mundo árabe a adotar uma dinâmica nacionalista. Apesar disto, a estratégia de ambos consiste em buscar uma alternativa a Mubarak que parta do exército ou de civis como Mohamed El Baradei, enquanto pressionam para que a IM siga o caminho pró-ocidente dos nacionalistas islâmicos turcos.

(*) Analista de política internacional, Isaac Bigio vive em Londres, onde lecionou na London School of Economics, e também assina coluna no jornal peruano Diario Correo

 
     

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